sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O melhor investimento

“O que foi que trouxemos para o mundo? Nada! E o que é que vamos levar do mundo? Nada! Portanto, se temos comida e roupas, fiquemos contentes com isso” (1Tm 6.7-8). Este texto bíblico parece uma afronta à realidade e ao mundo em que vivemos. E é mesmo! Somos lembrados por Deus da realidade da existência: por mais que se construam impérios, se junte dinheiro, se consigam cargos de poder, nada levaremos do mundo. Não perca a vida construindo sobre a areia. Invista na Rocha, Jesus Cristo! E você terá alegria e contentamento.
 
Oração: Salvador Jesus, perdoe-me por muitas vezes deixar de viver o seu amor com as pessoas por causa de excessiva preocupação com o dinheiro. Que o seu Espírito Santo me dê sabedoria para lidar de modo saudável com os bens, sempre olhando o investimento eterno. Amém.
 
Leia em sua Bíblia 1 Timóteo 6.7-10
O que foi que trouxemos para o mundo? Nada! E o que é que vamos levar do mundo? Nada! Portanto, se temos comida e roupas, fiquemos contentes com isso. Porém os que querem ficar ricos caem em pecado, ao serem tentados, e ficam presos na armadilha de muitos desejos tolos, que fazem mal e levam as pessoas a se afundarem na desgraça e na destruição. Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos. (NTLH-SBB)

Você é feliz?

Sou feliz? Se a resposta é "mais ou menos" ou simplesmente "não", onde está o problema? Falta de dinheiro, doença, dificuldades nas relações? No Relatório Mundial da Felicidade da ONU, o Brasil está em 24º lugar, enquanto países ricos liderados pela Dinamarca mantiveram-se os campeões, e países pobres da África permaneceram no final da lista. Mas, conforme o editor deste relatório, não é o dinheiro que traz felicidade. Interessante o que dizem nesta pesquisa, eles que são especialistas em economia, psicologia e estatísticas. As pessoas mais felizes: contam com uma rede social de amizade; praticam a generosidade em suas relações; se sentem livres para fazer escolhas na vida; vivem onde há menos corrupção nos negócios e nos governos; têm grande expectativa de anos de vida saudável; e têm boa renda econômica. Na experiência de conselheiro, de fato, percebo que as pessoas de bem com a vida são aquelas que têm bastante amigos. E sem dúvida, são mais felizes os generosos, solidários, voluntários em auxiliar um colega, vizinho, parente, e até um desconhecido. Jesus disse nas Bem Aventuranças: "Felizes as pessoas que têm misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia delas". Mas o item "liberdade" me chamou a atenção. Nesta semana apareceu no meu gabinete alguém que frequentava uma destas religiões que faz promessas de prosperidade, tudo na coação pelo medo. Sete demônios iriam segui-lo, caso abandonasse tal igreja. É um escândalo o que estes pregadores fazem, quando a Bíblia diz que Cristo nos libertou para que sejamos realmente livres (Gálatas 5.1) e que no amor não há medo (1 João 4.18). Na verdade, anunciam o modelo de felicidade que a propaganda impõe, que é preciso ter isto e ser aquilo para ser feliz,  um padrão que só colhe o contrário. Por isto alguém certa vez perguntou: "Vocês querem viver muito e ser felizes?" Ele mesmo respondeu:  "Então afastem-se do mal e façam o bem; procurem a paz e façam tudo para alcançá-la" (Salmo 34). Bem-aventurados, felizes, são aqueles que ouvem e guardam a Palavra de Deus, confiam em Cristo, o Salvador, onde há vida, paz e esperança.

Marcos Schmidt - pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
12 de setembro de 2013

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Dez motivos pelos quais usamos a Liturgia




Mensageiro Luterano, setembro de 2009, nº 9, ano 92, pág.08.

A liturgia é a ordem de culto que usamos, incluindo as leituras fixas ou assinaladas para cada domingo ou dia festivo. Há pelo menos dez motivos pelos quais usamos a liturgia:

1. Nossa liturgia é histórica.

Algumas partes são do tempo dos apóstolos. O prefácio da Santa Ceia, aquela parte do “Levantai os vossos corações”, já era conhecida no ano 200 d.C. Portanto, a liturgia é tradicional: ela nos vem como tradição e pode ser passada adiante como tal.

2. A liturgia é um símbolo.

Ela é algo que, assim como um distintivo, nos identifica. O que nós cremos determina a maneira como fazemos nosso culto, e nosso culto é uma confissão daquilo que cremos ou em que acreditamos.

3. A liturgia está centrada em Deus e Cristo.

Desde a invocação do nome do Deus Trino, em que lembramos o Batismo, até a bênção tríplice, ao final, a liturgia dá destaque ao que Deus fez, ainda faz, e fará. No centro do culto se encontra a pessoa e a obra de Jesus Cristo. Assim, o culto não está centrado em “mim” ou em “nós”, mas no que Deus fez em Cristo, reconciliando consigo o mundo. Nisto nós fomos incluídos através do Batismo.

4. A liturgia ensina.

Ela ensina o que Deus quer que a gente saiba, incluindo criação, salvação (a encarnação, paixão, ressurreição e exaltação de Cristo) e santificação (a vinda do Espírito Santo e a nova vida da fé). A cada novo ano litúrgico passamos por esses temas. Assim, regularmente nos é ensinado “todo o plano de Deus” (Atos 20.27).

5. A liturgia é transcultural.

Ou seja, ela tem a mesma estrutura básica e o mesmo conteúdo em várias línguas e culturas.

6. Ela é repetitiva, no bom sentido.

A repetição é, como se diz, a mãe do ensino. Textos fixos e ciclos anuais de leitura permitem o aprofundamento da aprendizagem. Claro, repetir por repetir, sem que se pense no que está acontecendo ou sendo dito, não faz sentido algum. Mas o mesmo vale também para uma mudança constante ou uma variedade que não tem fim.

7. A liturgia é comunitária.

Nos Salmos encontramos aquele “vamos à casa do Senhor” (Salmo 122.1). A liturgia faz com que deixemos de nos voltar apenas para nós mesmos, pois ela nos liga a Cristo, pela fé, e ao próximo, em amor. No culto, estamos juntos. Não se trata simplesmente do que eu posso “tirar do culto”, pois estou ali também por causa dos outros. Juntos, queremos receber os dons de Cristo e nos animar uns aos outros (Hebreus 10.25).

8. A liturgia nos livra da tirania do “aqui e agora”.

Nela, quem determina o que vamos falar e ouvir é a Palavra de Deus. É ela que define quais são as nossas necessidades e formula as perguntas que precisamos fazer. Somos tentados a “transformar pedras em pães”, satisfazendo necessidades imediatas ou “coceiras espirituais” que nós temos, mas a liturgia nos ensina a viver de toda a palavra que procede da boca de Deus.

9. A liturgia é exterior a nós e é objetiva.

Não se tem em vista que cada pessoa se sinta desta ou daquela maneira ou que todos tenham a mesma experiência “espiritual”. Os sentimentos variam, quase na mesma velocidade com que vêm e vão. A liturgia nos dá uma base concreta, externa, objetiva, centrada na morte e ressurreição de Jesus Cristo, cujos benefícios vêm a nós através dos meios da graça (Palavra, Batismo e Santa Ceia). A fé vem pelo ouvir da Palavra de Cristo, que é objetiva e vem de fora de nós.

10. A liturgia é a Palavra de Deus.

Muitos críticos da liturgia esquecem este fato. A maior parte das frases e dos cânticos da liturgia foi tirada da Bíblia. Em certos trechos, temos uma referência indireta ou a citação direta de um texto (por exemplo, o “glória a Deus nas alturas”, que vem de Lucas 2.14). Outras partes, como os Credos, são um resumo da mensagem central da Bíblia. Assim sendo, a liturgia é, ela própria, a Palavra de Deus, e não apenas uma embalagem ou moldura para essa Palavra. (Muitos talvez enxerguem a liturgia como uma simples maneira de “emoldurar” o sermão). Não são poucas as vezes em que a liturgia socorre o pregador, providenciando aquilo que o sermão não consegue transmitir ou que ele deixa de transmitir. Muitas vezes somos consolados mais pela estrofe de um hino do que pela pregação em si. Em muitos lugares, a Igreja Cristã sobreviveu graças à liturgia. Muitos cristãos, no leito da morte, são consolados e animados na esperança com base num texto da liturgia que sabem de cor.


Fonte: Mensageiro Luterano, setembro de 2009, nº 9, ano 92, pág.08.

Adaptado pelo Prof. Dr. Wilson Scholz, em abril de 2009, de um texto escrito pelo pastor William Cwirla, postado no site www.higherthings.org.


Missão em Parnaram, MA (Boa Vista) - 7 de setembro/13

No dia 7 de setembro a Congregação Evangélica Luterana Cristo, de Teresina, PI, foi até a Comunidade Boa Vista, de Parnarama, MA, onde desenvolveu atividades missionárias, como: visitas, convites, entrega de folhetos, Escola Bíblica e Culto. Foi uma ótima oportunidade para nos reunirmos e falarmos do amor de Deus aqueles irmãos que gostam tanto de nossa companhia e da Palavra de Deus. Que o Senhor abençoe a todos!!!















quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A Justificação Pela Fé

De Que Justificação as Escrituras falam? Segundo as Escrituras a justificação é o ato forense de Deus pelo qual ele, na base da perfeita santificação vicária de Cristo, declarou que o mundo inteiro está justificado aos seus olhos (justificação objetiva), e transmite e atribui o efeito dessa declaração a quantos traz à fé pela obra do Espírito Santo, através dos meios da graça (justificação subjetiva). ‘Ilustração: o banquete servido na mesa só nos nutre quando dele nos servimos e comemos.’ A justificação nos méritos de Cristo é Real, nós nos servimos dela mediante a fé, e daí o texto bíblico: Rm 3.28: “Assim percebemos que a pessoa é aceita por Deus pela fé e não por fazer o que a lei manda.”; Rm 1.17: “Pois o evangelho mostra como é que Deus nos aceita: é por meio da fé, do começo ao fim. Como dizem as Escrituras Sagradas: ‘Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus.’” Qual é a essência da fé que justifica? A Fé é a confiança segura e firme em coisas esperadas. Fé sem conhecimento é uma impossibilidade, mas um mero conhecimento intelectual do evangelho não é fé. A mera aceitação de fatos e declarações como verdadeiras não é fé. O fato de alguém ser muito versado nas doutrinas bíblicas também não é prova de fé. Todavia, o conhecimento é um pré-requisito para a fé. Esta fé se baseia em conhecimento e convicção, mas é essencialmente confiança do coração. Por isso os textos bíblicos Rm 10.10: “Porque nós cremos com o coração e somos aceitos por Deus; falamos com a boca e assim somos salvos.”; Jo 17.3 “E a vida eterna é esta: que eles conheçam a ti, que és o único Deus verdadeiro; e conheçam também Jesus Cristo, que enviaste ao mundo.”; Rm 10.14, 17 “Mas como é que as pessoas irão pedir, se não crerem nele? E como poderão crer, se não ouvirem a mensagem? E como poderão ouvir, se a mensagem não for anunciada?...Portanto, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo.”; Hb 11.1 “A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver.” Os Pormenores da Justificação 1) Todas as pessoas são pecadoras, culpadas diante de Deus, dignas da morte. Confira: Rm 3.19,22. 2) Cristo pagou inteiramente a culpa dos pecados (pela sua vida e morte vicária, em lugar do pecador), movido pelo seu amor e compaixão com o pecador. Confira: 1 Jo 2.2; 2 Co 5.19; Rm 4.25. 3) Deus perdoou todos os pecados em virtude da redenção de Cristo, credita a favor das pessoas os méritos de Cristo. Por isso da parte de Deus a reconciliação se torna possível. Confira: 2 Co 5.19,21; Rm 5.18; Rm 3.3; 2Tm 2.13. 4) Pelo evangelho Deus revela este perdão dos pecados conquistado por Cristo. Por isso a ordem de Deus de que o evangelho, a reconciliação mediante o perdão dos pecados seja proclamada até os confins da terra. Confira: 1 Co 2.7-11; Rm 3.21,22; At 13.38; 2 Co 5.19,20. 5) A promessa do perdão, revelada pelo evangelho, deve ser recebida pela fé. Esta fé surge no coração do ser humano através do crer na promessa. Confira: Rm 10.17; Hb 4.2. 6) A fé justifica (torna justo) o pecador. Uma vez crendo em Cristo, o ser humano aplica a si mesmo o fato (Cristo pagou a culpa de todos os pecados). Confira: Rm 4.4; Rm 3.28; Mt 22.2-4. 7) Deus declara o pecador livre do pecado através de sua misericórdia em Cristo, absolvendo-o de todos os pecados sem justiça própria, mas exclusivamente mediante a confiança que tem na justiça de seu Salvador, Jesus. Confira: Rm 4.5-8. 8) A justificação é perfeita, por isso não é parcial nem progressiva, mas completa. A fé no coração nos garante perdão pleno de todos os pecados. Confira: Sl 103.3; Is 38.17; Cl 2.13. Por que a fé nos salva? a) A fé nos leva a ver a necessidade do perdão, quando reconhecemos com tristeza os nossos pecados, pois Deus não perdoa pecados por a pessoa lamentar o que fez. Exemplo: Judas. b) A fé produz boas obras. A fé atua pelo amor. Todavia a fé não nos justifica pelos seus frutos, pois somos justificados independentemente das obras da lei. Confira: Tg 2.17; Gl 5.6; Rm 3.28. c) A fé pode ser considerada obra do indivíduo, já que é a pessoa quem crê. É boa obra, agradável a Deus, mas não é obra meritória. A fé é absolutamente necessária como meio da salvação, mas a fé não é o Salvador. “A fé justifica não por ser obra tão boa e virtude tão bela, mas porque se apega com Cristo e aceita seus méritos na promessa do santo evangelho” (Fórmula de Concórdia). Confira: Jo 6. 28-29. d) O que nos salva não é o ato de crer, mas aquilo que cremos. Por isso o poder salvador não está na mão da fé, mas nos méritos de Cristo, que possuimos pela fé. A fé apenas é o meio (único meio), o instrumento pelo qual firmamo-nos nos méritos salvíficos do meu Salvador. Confira: 2 Co 5.19; Ef 1.7; Jo 3.16. Os Resultados da Justificação a) Quando justificados pela fé passamos do estado de ira (malditos de Deus) para o estado de graça (benditos do Pai). Passamos a ter paz com Deus, consciência em paz, libertos do temor, sentimo-nos protegidos por Deus, desejamos a sua orientação como filhos amados e herdeiros dos céus. Confira: Hb 2.15; 9.14; 10.22; 13.5; Gl 3.26; 4.7; 1 Co 15.55-57; 1 Pe 1.3. b) Quando justificados pela fé tornamo-nos membros da Igreja Invisível, pois o perdão dos pecados nos torna participantes da herança dos santos, somos integramos do sacerdócio real e a comunhão dos santos. Confira: Cl 1.12-14; Ef 2.19; 3.15; 1 Pe 2.9. c) Quando justificados pela fé tornamo-nos habitação do Espírito Santo, Deus, Cristo vive em nós. Passamos a pertencer a Cristo, temos a Jesus como nosso Senhor, e voluntariamente a Ele queremos servir em resposta ao grande amor que teve e tem para com o pecador. Somos habilitados a viver em novidade de vida. Confira: Tt 3.5,6; 1 Co 3.16,17; 6.19,20; 2 Co 6.16; Jo 14.23; 2 Pe 2.1; Gl 5. 16-23; Ef 4.30. d) Quando justificados pela fé um princípio de restauração da imagem de Deus (perfeito conhecimento de Deus e santidade de vida) acontece em nossas vidas, mediante o conhecimento do evangelho, sendo revestidos pela nova natureza criada segundo Deus em justiça e retidão procedentes da verdade. Confira: Cl 3.10; Ef 4.24. “ Creio na salvação somente pela fé. Só Jesus me livra do pecado e inferno até. Obra não opera a fé, mas fé produz ação. Creia em Jesus, viva Jesus, só Ele é Salvação.”

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Lei e Evangelho

O ser humano sempre vive e passa por diversas situações: tempos difíceis, sentimentos de culpa, doenças e muitas mágoas. E as perguntas continuam a ser feitas: por que isso acontece comigo? O que eu fiz para merecer tanta angústia? Será que ainda existe alívio e consolo no meu caso? Esse tipo de questionamento sempre houve e sempre haverá, pois a realidade não pode ser negada: sofremos, necessitamos de consolo e encorajamento. Em razão disso, várias denominações religiosas se aproveitam das pessoas para fazer do consolo o seu “produto de mercado”, oferecendo prosperidade, cura, paz, tudo em troca de bens e dinheiro. Muitos pregam e falam apenas o que as pessoas gostam de ouvir. Diante dessa realidade, há uma pergunta a ser feita: de acordo com a Palavra de Deus, esse é o verdadeiro consolo? Bem, nesse contexto, é bom abrirmos o nosso Livro de Concórdia (o conjunto das nossas confissões doutrinárias), mais especificamente sobre o artigo V da Fórmula de Concórdia, para vermos o que ele nos diz a respeito do que devemos anunciar. Os confessores afirmam “que a distinção entre lei e evangelho, como luz especialmente gloriosa, deve ser mantida com grande diligência na igreja”. Infelizmente, muitas denominações religiosas caíram no perigo chamado antinomismo. Antinomismo pode ser entendido de várias formas, mas no Artigo V ele possui um fundo histórico ligado a uma das controvérsias da época (1527-1556) – de um grupo que quer defender a liberdade cristã eliminando inteiramente a pregação da Lei da igreja e do púlpito. Klug e Stahlke, de forma muito clara, explicam o que é antinomismo: “O significado fundamental de ‘antinomismo’ é oposição à Lei. No campo teológico, esta ‘anti-lei’ se opõe à Lei de Deus com uma força contínua na vida do crente. A teoria é que, uma vez que o homem tenha sido regenerado e chegado à fé, já não necessita dos mandatos e ameaças da Lei. A verdadeira contrição e arrependimento, mesmo o conhecimento do pecado, assim se pensa, é obra unicamente do Evangelho. Ao experimentar a bondade e a misericórdia de Deus, o regenerado tem motivo suficiente para sentir pesar por seus pecados e arrepender-se”. A teologia bíblica não concorda com o antinomismo, mas cremos, ensinamos e confessamos que a Palavra de Deus se dá através da Lei e do Evangelho, e assim deve ser mantido e pregado sempre na igreja, mas em ordem certa e com a devida distinção. Para que serve a Lei? Aprendemos no Catecismo Menor que a Lei serve para um fim triplo: 1º: mantém a ordem e a honestidade exterior no mundo (freio); 2º: ensina aos homens a reconhecerem os pecados (espelho); 3º: mostra ao regenerado quais são as boas obras (norma). Para que serve a Lei? É uma pergunta ampla, mas aqui deve ser entendida como aquela que tem a função de ensinar ao povo a reconhecer a sua maldade (espelho). Lutero, em uma de suas Conversas à Mesa, em 1541, relatou sobre o pecado original: “Nós teríamos uma vida bem-aventurada, se não fosse o pecado original. Nosso Senhor Deus diz: faça aquilo que lhe ordeno e deixe-me reger. Mas nós queremos ser Deus e queremos reger. Então por nossa causa e nossas ações, que toda a desgraça e tormento sobrevêm a nós”. A Lei, além de mostrar que nada merecemos senão a condenação eterna, também nos diz que os sofrimentos da vida presente não são acidentes, mas o normal. Tudo o que a Lei (em um de seus usos) nos mostra é a realidade do ser humano, é o desespero. Para que serve o Evangelho? O Evangelho (a Boa Notícia) apresenta o Verbo Encarnado (Jo 1.14), pois ele é a promessa de Deus em Gênesis 3.15, que nasce para ser o Emanuel, o Deus Conosco, que vem com a missão de salvar e estar com o pecador destruído pela Lei. Lei e Evangelho é pressuposto bíblico. Apenas um exemplo a ser citado é Paulo. A sua vida foi de sofrimento, e em 2 Coríntios 11.24-28 ele descreve uma enorme lista das dificuldades que passou na vida, mas, mesmo assim, diz: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação. É Ele que nos conforta em toda a nossa tribulação...” (2Co 1.3,4a). Paulo, mesmo passando por momentos complicados, soube enfatizar a mão de Deus como a origem do verdadeiro consolo; ele sabia e sentiu na própria pele todo tipo de tribulações, mas ouviu de Deus; “A minha graça te basta” (2Co 12.9). A grande verdade é que as pessoas olham para a Igreja em busca de consolo. Será que estamos levando consolo ou estamos piorando a situação? Walther, em seu tempo, percebeu o que hoje ainda continua acontecendo na proclamação da Palavra de Deus. Ele diz: “O confundir Lei e Evangelho que é comum entre as seitas em nada mais consiste do que eles instruírem pecadores desesperados a conquistar seu caminho para a graça através de oração e luta interior, até que sintam a graça morando neles, em vez de levá-los à Palavra e Sacramentos”. No momento em que Igreja faz isso (mistura, omite ou enfatiza mais Lei do que Evangelho), ela não é proclamadora do verdadeiro consolo que provém de Deus, pois está enfatizando a obra humana para alcançar a graça. Isso não é bíblico. O papel da Igreja não é cair no antinomismo, não podemos descartar a Lei. Quando se entra no jogo do antinomismo, está se deixando de falar em pecado. Aí está o grande perigo, pois sem a doença, não há cura; sem a Lei, o Evangelho não tem sentido. O papel da Igreja é jamais perder de vista as duas grandes verdades da Escritura: a absoluta perdição do ser humano (Lei), mas ao mesmo tempo a obra de Cristo em favor do perdido (Evangelho). O verdadeiro Evangelho não se destaca sozinho, mas se destaca a partir da Lei; somente se dá valor ao Evangelho quando se está sob o efeito pesado da Lei. Enquanto que a Lei mostra a doença e escancara quem realmente é o ser humano e o que ele merece (morte, desespero), o Evangelho dá a cura, o perdão e o consolo. Cremos, ensinamos e confessamos a distinção entre Lei e Evangelho, pois “a tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de mim, o teu socorro” (Oséias 13.9). Sendo assim, o papel da Igreja não é o de pregar ou Lei ou Evangelho. Mas pregar ambos – Lei e Evangelho. Pastor Leandro Born

Orar faz diferença?

Qual é a pessoa mais ocupada que você conhece? Ninguém foi tão ocupado como Jesus. Em apenas três anos de ministério, ele precisou ensinar, curar, preparar os discípulos. Mesmo assim, sobrou-lhe tempo para orar. Muitas pessoas pensam que orar é perda de tempo. Entendem que, nesta hora, poderiam fazer algo prático e concreto. A realidade, porém, é outra. Enquanto oramos, ganhamos tempo, pois reconhecemos a importância da bênção de Deus e da ajuda que precisamos. Sem isso, o nosso trabalho é inútil e vão. Jesus orava sempre e não apenas em momentos difíceis. Quantas vezes nos colocamos em oração, pedimos com fervor e insistência! Quando a situação se resolve, esquecemos de Deus e nem sequer lembramos de agradecer. Muitos também usam a oração como último recurso, quando não há mais o que fazer. Quem sabe, poderíamos inverter essa ordem e pedir a benção e a orientação de Deus antes das coisas começarem a acontecer: antes da viagem, antes da aula, antes de fazer o negócio, antes dos relacionamentos. Jesus orou pela unidade dos cristãos. Apesar dessa oração do Mestre, as igrejas estão divididas, o que nos deixa tristes. Também as nossas orações nem sempre são atendidas como nós queremos. Mesmo assim, não devemos esmorecer; devemos levar ao Pai as nossas preces, na certeza de que ele leva tudo a bom termo. Aproveitemos o dia para orar a Deus pela unidade da nossa família, pelas nossas mães e pelos nossos filhos, assim como Jesus orou por nós. Pastor Flávio L.Hoerlle

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Culto e Missão - 7 de setembro em Parnarama, MA

No feriado do dia 7 de setembro a CELC de Teresina, PI, foi até a Comunidade Boa Vista, interior de Parnarama, MA, onde tem um Ponto de Missão. Nesta oportunidade visitamos comunidades vizinhas, convidando as famílias para o Culto que aconteceria à noite. O Culto aconteceu na casa da família Silva (Seu Armando e Diná), onde participaram cerca de 90 pessoas, entre adultos, jovens e crianças. No momento da mensagem as crianças tiveram sua Escola Bíblica, ouviram histórias bíblicas e louvaram o nome do Senhor Jesus. Que o Senhor continue abençoando este trabalho. Amém!!!

domingo, 8 de setembro de 2013

Feijoada na CELC

No dia 1º de setembro, na CELC de Teresina, PI, foi realizada uma FEIJOADA. A programação do dia contou com um Culto, às 8:00, com batizado, logo após um lanche e confraternização. Ao meio dia teve uma deliciosa feijoada. A tarde brincadeiras e o encontro dos jovens.

Doação de Devocionários - Castelo Forte

No mês de agosto a Congregação Evangélica Luterana Cristo de Teresina, PI, recebeu uma doação de 100 Devocionários Castelo Forte, que foram doados a várias pessoas, dentre elas professores e funcionários da CMEI LUTERANA, irmãos da igreja e muitos amigos ou pessoas visitadas pela igreja. Uma ótima oportunidade de falar de Jesus e estas pessoas beneficiadas terem um contato diário com a Palavra de Deus. Que o Senhor abençõe a todos, inclusive os leitores e a Editora e IELB que fizeram a doação.