terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Semana do Dia da Bíblia

Na semana do Dia da Bíblia a CELC de Teresina, PI, realizou várias atividades: Bazar, entrega de folhetos, passeios, faixas, Culto, Confirmação e almoço.

















Confirmação na Congregação Betel, de Timon, MA

No dia 14 de dezembro de 2013 o jovem Thiago Luis Nunes fez sua Confirmação de Fé, onde disse com sua própria voz que crê no Senhor Jesus e quer continuar seguindo a Cristo através da Igreja Luterana. Depois a família nos recepcionou em sua casa com muita alegria. Parabéns ao Thiago!!












segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Advento - Mensagem IELB 2º Vice-Presidente - Geraldo Schuler

Advento - Comunicando a Vida sempre!

?Eu os guiarei e os levarei até as fontes de água? (Isaías 49.10 - NTLH/SBB)

Nas encostas do Monte Hermão, na fronteira de Israel com o Líbano, estão as nascentes do Rio Jordão. Descendo a região montanhosa, essas preciosas águas vão distribuindo vida até formar o Mar da Galiléia (Também chamado de Mar de Tiberíades ou Lago de Genesaré), onde pessoas, animais e plantações desfrutam da vida que essas águas trazem consigo. Após o Mar da Galiléia, o Rio Jordão segue seu curso por mais 110 km, indo desaguar no Mar Morto, a quase 400 metros abaixo do nível do mar, onde não há nenhum sinal de vida.

Esse fenômeno do Rio Jordão ilustra bem o que a IELB (Igreja Evangélica Luterana do Brasil) quer comunicar ao longo deste novo Ano Litúrgico que iniciamos nesta primeira semana do Advento: Assim como o Monte Hermão continuamente vai fornecendo as precisas águas que formam o Rio Jordão, que distribuem vida por onde passam, Deus, em sua infinita graça, em Cristo Jesus e pela ação do seu Santo Espírito,  continuamente, através dos meios da graça (Sua santa palavra e os santos sacramentos ? Batismo e Santa Ceia) derrama a Vida eterna que Jesus conquistou com seu sacrifício na cruz do Calvário. 

Diante dessa manifestação graciosa de Deus, a IELB poderá ter duas posturas: Ela poderá ser como o Mar da Galiléia que recebe as preciosas águas do Rio Jordão, usufrui da vida que elas trazem e depois as passa adiante para que outros também as recebam e usufruam da vida que elas carregam consigo; ou poderá ser como o Mar Morto que recebe aquelas preciosas águas, não usufrui da vida que elas trazem e, o que é pior, não permite que elas sigam a diante, tudo termina ali.

Ciente disso, a IELB, neste novo ano, quer trabalhar a temática do seu planejamento IELB 2014: A Igreja Comunica a Vida, com o enfoque Comunicando Sempre ? Jesus, a fonte da água viva!

Com este lema a IELB quer reconhecer que a Vida é um dom de Deus, que vem do alto, assim com descem as águas do alto do Monte Hermão; que esta Vida nos é dada continuamente através dos meios que Deus instituiu para esta finalidade (Palavra e Sacramentos), pois Deus Espírito Santo age em nós através destes meios; que estes meios precisam ser usados mais e mais, pois trazem consigo a Vida que Jesus conquistou e que Deus pode e quer nos oferecer; que a Igreja pode e deve ser como o Mar da Galiléia que recebe a Vida, usufrui dela em sua plenitude e depois a passa adiante para que outros também e recebem e desfrutem dela eternamente.

Portanto, 2104 será um ano em na IELB se falará muito de ação. Da ação de Deus que continuamente vem até nós e nos traz a Vida, e da ação da Igreja que usufrui desta Vida e continuamente a comunica ao mundo que está no abismo da morte. Falaremos enfaticamente sobre o Espírito Santo, sobre sua ação através dos meios da graça, sobre os dons que Ele concede aos cristãos para serem instrumentos que levem esta Vida ao mundo.

2014 será o ano em que a IELB também lançará e divulgará seu novo planejamento, o Planejamento IELB 2018, o qual terá uma nova filosofia, não mais enfatizando o que a igreja pretende colher, mas o que a igreja pretende plantar. Ou seja, a ênfase não mais estará na colheita mas na semeadura da palavra, na distribuição da Vida através dos meios da graça. Os alvos da igreja neste novo planejamento não mais apontam para resultados, mas para ações bem definidas, bem concretas, que visam despertar e mobilizar a igreja para que ela seja sempre como o Mar da Galiléia que recebe a vida que a as águas lhe trazem, usufrui dela em sua plenitude, e a comunica sempre, isto é, a compartilha sempre com o mundo sedento.

O desejo da Direção Nacional da IELB é que 2014 seja um ano de muita Vida. Vida recebida de Deus e Vida compartilhada através do testemunho individual e coletivo.

Abençoado tempo de Advento a todos!
Feliz Natal!
Feliz 2014!

Pastor Geraldo W. Schüler
2º Vice-Presidente IELB

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Encontro Paroquial CELC Teresina, PI, 2013


 Nos dias 2 e 3 de novembro de 2013, a CELC de Teresina, PI, realizou seu Encontro Paroquial em Luis Corrêia. Neste encontro houve muito tempo para comunhão, brincadeiras, devoções, passeios, praia, ouvir a Palavra de Deus e admirar a natureza que Deus criou.























sábado, 2 de novembro de 2013

A morte é coisa séria

“O último inimigo a ser vencido é a morte... Tragada foi a morte pela vitória” (1 Coríntios 15.26,54).
A morte é vista e até celebrada de diversas maneiras conforme a cultura e a religião das pessoas. Em algumas culturas, a morte de um ente querido é celebrada com danças e banquetes. Noutras culturas, quando se está de luto se veste de preto ou de branco. Para alguns a vida termina com a morte, e para outros a vida tem um seguimento, sendo a morte uma passagem. E para alguns, ainda, a morte é uma piada.
Segundo a Palavra de Deus, a morte é coisa séria, tanto que ao falar com Adão e Eva sobre o fruto de qual árvore não deveriam comer no Éden, Deus alertou-lhes que se o comessem, morreriam (Gênesis 2.16,17). Quando Satanás tentou Eva, mentiu a ela, garantindo que não morreria ao comer daquele fruto, e seria igual a Deus (Gênesis 3.4,5). Quando Eva comeu do fruto e deu para Adão, ficaram com medo e vergonha, fugindo de Deus (Gênesis 3.7-9). A mentira de Satanás se confirmou logo adiante, em Gênesis 5.5: “Os dias todos da vida de Adão foram 930 anos, e morreu”. Como vemos em Gênesis 3 a 5, e 6 a 9, daí em diante a morte passou a fazer parte da história da humanidade. Por isso dizemos que a morte é coisa séria.
Felizmente o enredo da história humana não ficou na fatalidade. Em Gênesis 3.15 Deus promete a solução, a promessa do perdão, da vida e da salvação, cumprida com o envio do seu Filho amado, Jesus Cristo (João 3.16).
Quando vemos o apóstolo Paulo discorrendo sobre a vitória da vida sobre a morte, com a ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo que é a garantia da nossa (1 Coríntios 15), ele brada dizendo: “Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (V. 57). E Jesus garante: “Porque eu vivo, vós também vivereis” (João 14.19).
Crendo nos benefícios da morte e ressurreição de Jesus Cristo para este tempo e para a eternidade (João 11.25-27), desfrutando e partilhando esta boa notícia do amor de Deus por nós, poderemos ter uma morte bem-aventurada (mais feliz), como lemos em Apocalipse 14.13:
“Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor”.
ORAÇÃO: Ó Senhor Deus, muito obrigado pela revelação do teu grande amor por nós, através da morte e ressurreição do teu Filho Jesus Cristo. Assim a morte, mesmo sendo séria, não tem mais a primeira e nem a última palavra em nossa existência e, sim, a vida, pois a obra redentora de Cristo consumada na cruz se torna a ponte e o caminho que atravessa o abismo da morte e do inferno, dando-nos vida e salvação. Conserva-nos firmes nesta fé e esperança. Em nome de Jesus. Amém.
Pastor Volnei Schwartzhaupt

95 Teses



 1 Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.

2 Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).

3 No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.

4 Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.

5 O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.

6 O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro.

7 Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.

8 Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.

9 Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.

10 Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.

11 Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.

12 Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.

13 Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.

14 Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor.

15 Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.

16 Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.

17 Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor.

18 Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.

19 Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza.

20 Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.

21 Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.

22 Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.

23 Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.

24 Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.

25 O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.

26 O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.

27 Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].

28 Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.

29 E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal.

30 Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.

31 Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.

32 Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.

33 Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus.

34 Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.

35 Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais.

36 Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.

37 Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.

38 Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino.

39 Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição.

40 A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto.

41 Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.

42 Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.

43 Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.

44 Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.

45 Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.

46 Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.

47 Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.

48 Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indulgências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar.

49 Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.

50 Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51 Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto - como é seu dever - a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.

52 Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.

53 São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.

54 Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.

55 A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.

56 Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.

57 É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.

58 Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.

59 S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.

60 É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem este tesouro.

61 Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos, o poder do papa por si só é suficiente.

62 O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63 Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.

64 Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, e com razão, pois faz dos últimos os primeiros.

65 Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.

66 Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.

67 As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda.

68 Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz.

69 Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.

70 Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa.

71 Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.

72 Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.

73 Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,

74 muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram defraudar a santa caridade e verdade.

75 A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.

76 Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.

77 A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa.

78 Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, o Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc., como está escrito em 1 Co 12.

79 É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo.

80 Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo.

81 Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos.

82 Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas - o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante?

83 Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?

84 Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa é essa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, porém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta, por amor gratuito?

85 Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais - de fato e por desuso já há muito revogados e mortos - ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?

86 Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?

87 Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária?

88 Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis?

89 Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?

90 Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.

91 Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.

92 Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: "Paz, paz!" sem que haja paz!

93 Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz!

94 Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno;

95 e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz.

Reforma Protestante - Reformador Dr. Lutero

REFORMA LUTERANA 31/10/2013 Há 496 anos, na Alemanha, eclodiu um movimento religioso que transformaria o cenário mundial: A Reforma Luterana. A revista americana Life editou uma lista dos 100 personagens mais notáveis do milênio, entre os quais figura Martinho Lutero. A Reforma Luterana não foi apenas um movimento com impacto religioso; mas, a sua repercussão atingiu o âmbito político, econômico e social. Martinho Lutero foi um monge agostiniano. A sua formação obedeceu o regime clássico da época. Seus pais quiseram que ele se tornasse um advogado; mas, a busca por um relacionamento de paz e harmonia com o Santo Deus o empurrou para o convento. Foi fiel aos estudos, aos votos e ao regime da época. Mesmo no convento, não conseguia tranqüilizar a sua consciência. Confessava freqüentemente os seus pecados e, ao sair do confessionário, percebia que precisava retornar. Afadigou-se nas vigílias, orações, auto-flagelação, até que seu amigo e superior, Johann Staupitz o aconselhou a olhar mais para as chagas de Cristo, a tornar-se pregador, pois pregando aos outros, acalmaria a sua consciência, que se preparasse para o doutorado e que assumisse a cadeira de Ensino da Bíblia na Universidade. Lutero acedeu ao conselho do amigo e pôs-se a estudar, com mais afinco, a Palavra de Deus. Quando preparava-se para lecionar sobre a epístola de Paulo aos Romanos, deparou-se com as palavras do capítulo 1, versículos 16,17, onde o Santo Deus diz que “ A Justiça de Deus se revela no evangelho ... o justo viverá por fé!” Esse conceito de Justiça de Deus o incomodava, pois sabia que o ser humano jamais consegue alcançar, com seus feitos, o parâmetro da justiça de Deus. Principalmente agora, quando leu que “A justiça de Deus se revela no Evangelho”, então ficou atordoado. Finalmente, pela ação do Deus Espírito Santo, compreendeu que essa Justiça de Deus é aquela que Deus presenteia a todo o que crê, por causa de Cristo. Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio ao mundo para cumprir a Lei e toda a Justiça e, por sua morte e ressurreição, não só tem o poder de perdoar os nossos pecados; mas, presenteia ao que nele confia a justiça que é sua, de Cristo. Por isso, o Justo Viverá pela Fé. Descoberta esta verdade, Lutero passou a prega-la com veemência. Fez isso de forma incisiva ao afixar as suas 95 Teses na porta da Igreja do Palácio de Wittemberg. Nestas, Lutero pregou especialmente contra o sistema da venda de indulgências, que era um documento comprado que garantia ao que o comprasse o perdão dos pecados, a herança da vida eterna e outros favores de Deus. Esse fato deu-se no dia 31 de Outubro de 1517, pelo que esse dia ficou conhecido como o Dia da Reforma Luterana. Após isso, Lutero e seus colaboradores, especialmente Felipe de Melanchton, expuseram com mais detalhes a Doutrina Luterana em diversos escritos, entre os quais, os Catecismos Maior e Menor, e a Confissão de Augsburgo. Muitos acusam Lutero de ter dividido a Igreja Cristã. Na verdade, desde o Grande Cisma de 1054, a Igreja estava dividida ao meio. O que Lutero propôs foi a re-análise, a reforma de conceitos que, durante os séculos, a Igreja tinha perdido. Hoje, não apenas o mundo religioso como tal, mas o mapa político europeu, e todo um sistema educacional e de ética cristã , agradecem ao movimento da Reforma Luterana. O luteranismo no mundo comemora a sua data especial com gratidão a Deus, querendo avançar no propósito de compartilhar a herança da Reforma Luterana com o mundo todo, levando Cristo Para Todos e, preparando, cada dia mais, pessoas crentes para a volta de Jesus. Rev. Silvio F. da Silva Filho Pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Reforma - Lutero

Muitas são as histórias que giram em torno do Reformador Martinho Lutero. Uma delas tenta retratar o momento em que Lutero redescobre a verdade bíblica, maravilhosa de que nós somos salvos unicamente por um favor que vem do amor e da misericórdia de Deus.

Conta-se que em seus primeiros anos como professor, o Dr. Martinho Lutero ministrou lições no Genesis, nos Salmos, em Romanos, Gálatas e Hebreus. Ele passava muitas horas estudando as Escrituras a fim de preparar-se para as suas preleções.

Em muitas noites quando todos já tinham ido dormir uma luz ainda brilhava no Gabinete de Lutero, que ficava no alto da torre. – Numa dessas noites em 1514, fez uma grande descoberta. Estava trabalhando em suas anotações no livro de Salmos. O Salmista tinha proferido as Palavras de Jesus sobre a cruz: “Deus meu, Deus meu porque me abandonaste?” - Lutero estava intrigado. Porque haveria de o Santo Filho de Deus sentir-se abandonado pelo Pai? É verdade, Lutero já tinha se sentido assim muitas e muitas vezes, mas ele sabia que era pecador, mas Jesus era puro e sem pecado. A única resposta é que Jesus tomou sobre si os nossos pecados. Certamente o Deus que fez isso por nós é um Deus misericordioso. – No entanto, Deus não é apenas misericordioso; ele é também santo e justo.

Quantas vezes já tinha se deparado com as Palavras Justiça de Deus. Para ele isso significava que Deus demonstra a sua justiça e retidão punindo o pecador. Por conseguinte tais palavras eram para ele motivo de temor. – Considerando que o apóstolo Paulo muitas vezes mencionava o termo justiça de Deus! Lutero voltou-se para as suas cartas para tentar entender melhor esse termo. Em Rm 1.17 ele leu: “Visto que a justiça de Deus se revela no Evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” – Para Lutero não era nada fácil esquecer o que tinha aprendido e o que tinham inculcado em sua cabeça desde que era pequeno. Finalmente pode entender o real significado do termo justiça de Deus, não significava a bondade que o próprio Deus tem, mas sim a bondade que ele nos outorga. Essa justiça não é recompensa por qualquer boa obra que a pessoa possa ter praticado. É um presente gratuito de Deus dado a todo aquele que crê que Jesus sofreu e morreu pelos seus pecados e em seu lugar.


Essa é a notícia maravilhosa do amor de Deus por nós, somos salvos porque tudo o que tinha que ser feito pelo perdão de nossos pecados foi feito por Jesus.

Rev. Rubens José Ogg – Secretário da IELB